Juiz de Fora,

Nosso Trânsito, Nossa Casa

Juiz de Fora, 22 de Outubro de 2009.

      A frota de veículos no Brasil está cada vez mais nova. Apenas 5 % seria formada por veículos mais antigos, que não estão em boas condições de trafegar. O ano de 2008 foi recordista de vendas no setor automotivo, nossa frota cresceu cerca de 7,5%. Ano passado, circularam pelas ruas e estradas brasileiras 27,8 milhões de veículos, o maior percentual de crescimento nos últimos 28 anos. Estes são dados do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).
      Em Juiz de Fora e também na maioria das cidades de médio porte, o crescimento da frota cria uma série de complicações. Em geral os centros comerciais vão se deslocando para os bairros, "fugindo" da área central impulsionados pela dificuldade crescente de mobilidade urbana. Os congestionamentos, o aumento do número de acidentes e a irritabilidade dos condutores são alguns sintomas de que o caos se aproxima.
      Uma solução natural seria reestruturar o sistema de transporte coletivo, mas isso não é tarefa fácil em função da falta de recursos. O congestionado serviço de ônibus, com problemas comuns de atraso, pouca regularidade e excesso de lotação desestimula o uso do TCU. Logo, se vê freqüentemente veículos com um único ocupante. Outra solução é investir em obras viárias que façam o trânsito fluir tais como o mergulhão da Benjamin, as novas pontes, etc.
      Que tal observarmos agora outra importante vertente da questão? É público que nós seres humanos só costumamos seguir regras quando nos sentimos vigiados. Neste contexto, a contratação de novos Agentes de Trânsito (já concursados) e a reestruturação de todo o setor de fiscalização se faz urgente. Guinchos para reboque de veículos estacionados incorretamente e confecção de boletins de ocorrências são certamente ferramentas sem as quais, a execução de um bom trabalho fica extremamente prejudicada.
      Que sejamos ouvidos e compreendidos pela população e pela administração do prefeito Custódio Mattos.


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